Resumão Starladder / i-League Invitational

starladder i-league

Dota 2 Competitivo!

Olá pessoal,

Meu nome é Diego (LEViolatore) e estou aqui pra escrever um pouco sobre o competitivo de Dota 2.

Neste primeiro post irei resumir um pouco do que foi o torneio que ocorreu no último final de semana em Kiev na Ucrânia, o primeiro Starladder / i-League Invitational, o qual reuniu algumas das melhores equipes de Dota 2 da atualidade e que foi bem disputado, tendo em vista ser um “velho-novo” torneio (junção da antiga Starladder com i-League) com uma premiação não tão generosa, mas que pode valer um convite direto ao Manila Major.

O torneio: Double Elimination Rounds (quando times precisam perder na Upper e Lower Bracket pra serem eliminados de vez), BO3 em todas as disputas, exceto na final, que era uma BO5.

Os times e as disputas -> The Alliance(Suécia): Fez uma boa primeira rodada, passando com relativa facilidade pela Virtus.Pro por 2×0, mas não manteve o bom desempenho contra o late game da LGD e acabou perdendo a série por 2×1 para os chineses, caindo para a lower bracket onde novamente perderam por 2×1 para a equipe da OG e consequentemente foram eliminados da competição. BONUS: no terceiro game da série contra a LGD, vemos uma jogada excepcional de EGM, extremamente difícil de ser executada com perfeição. Sigam o link para ver -> EGM Save Teleport Back Just In Time

Vega(Rússia): Vega Squadron não deu nem para o cheiro, perdendo a primeira série por 2×0 para a LGD, e posteriormente perdendo por 2×1 para Virtus.Pro na lower bracket.

Virtus.Pro(Rússia): Fez apresentações medíocres, que não lhes levou muito longe no torneio. Derrota de 2×0 para The Alliance, vitória apertada contra a Vega Squadron por 2×1, e finalmente derrota e eliminação da competição por 2×1 para a Vici Gaming Reborn.

MVP Phoenix(Coréia do Sul): Os coreanos da MVP Phoenix jogaram muito mal em ambas as séries que disputaram e acabaram saindo do torneio sem vencer ao menos uma partida. Derrotas por 2×0 para a Vici Gaming Reborn e novamente por 2×0 para a OG.

OG(Global): Uma das equipes mais fortes da atualidade, a OG foi relativamente bem no torneio, mas não a ponto de chegar nas finais. Sua primeira série fora contra os donos da casa, a equipe da Na’Vi, os quais proporcionaram jogos muito bons, com belas jogadas. Eu particularmente achei que seria um sonoro 2×0 a favor da OG, mas acabei me enganando. OG sucumbiu no primeiro e terceiro game da série e acabaram caindo diante dos ucranianos por 2×1. Encaixaram bons jogos contra a MVP Phoenix (2×0 para OG) e tiveram dificuldades contra a experiente equipe da The Alliance (2×1 para OG). Acabaram caindo para a Vici Gaming Reborn na semi-final da lower bracket pelo placar de 2×1. -> Parecer: mesmo que o time todo jogue em função do talentosíssimo carry Miracle- , ainda assim falta algo para que a equipe se mantenha mais constante e atinja melhores resultados.

TOP 3

LGD(China): A equipe da LGD fez jogos muito consistentes até chegar na final da upper bracket. Passeou contra a Vega Squadron na primeira série (2×0 para LGD). Entregaram uma partida que estava praticamente ganha contra a The Alliance (2×1 para a LGD) e na final foram desestabilizados pela equipe ucraniana da Na’Vi em dois jogos que deram errado em vários aspectos contra os chineses (2×0 para Na’Vi). Abalados emocionalmente, em um torneio o qual foram do Céu ao Inferno, a equipe da LGD não resistiu e perdeu a final da lower bracket para a Vici Gaming Reborn (2×1 para VG-R).

Natus Vincere(Ucrânia): Meu time preferido e os donos da casa. Sou sincero em lhes revelar que não acreditava que Na’Vi iria longe, mesmo em um torneio deste porte. Mas eles foram. Pegaram embalo contra a poderosa OG em uma série bem disputada (mecânica e estratégicamente) e passaram adiante (2×1 para Na’Vi). Passaram fácil pela Vici Gaming Reborn (2×0 para Na’Vi) enchendo esse torcedor que vos escreve de esperança. Não só eu, como uma arena lotada em Kiev, cheia de pessoas que gostariam de ver uma Na’Vi renascida emergir campeã. Jogaram a classificação e fizeram tudo certo contra uma LGD que não sabia de onde brotavam tantos heróis da equipe amarela e preta. Jogaram muito (2×0 para Na’Vi). Na grandfinal, melhor de 5 jogos entre uma Na’Vi que vinha destruindo todos pela frente e uma Vici Gaming Reborn que vinha aos trancos e barrancos e que inclusive já tinha sido atropelada por essa mesma Na’Vi anteriormente.

navi x vg reborn dota 2

Eu pensei que a taça estava no papo e que era só correr pro abraço, mas novamente me enganei. Na’Vi e VG-R fizeram um primeiro jogo muito parelho que só foi decidido por detalhe (um buyback sem necessidade por parte do jogador VG-R.END em seu Gyrocopter, que logo em seguida fora pego dentro de uma excelente Chronosphere tripla do player Na’Vi.GeneRal em seu Faceless Void). Esse mesmo Gyrocopter que causou tantos problemas no primeiro jogo, acabou aparecendo também no segundo e terceiro jogo da série, também em favor da VG-R. O segundo jogo foi definido em função do alto poder de push e sustain que havia no time da VG-R (Aghanim Chen + Aghanim Windranger + Lone Druid). O terceiro jogo foi bem atípico, já que o midlaner VG-R.Mikasa foi fortemente gankado algumas vezes e entrou no mid game com score de 0/3. Entretanto, em 3 fights afobadas do time ucraniano, o mesmo Mikasa conseguiu excelentes posicionamentos e também 3 triple kills, que o levou para o topo da lista de farm e tornou o resto do jogo um pesadelo para a equipe da Na’Vi. No quarto game, o time da casa tinha a obrigação de vencer se quisesse forçar um último jogo e tentar ser campeão ainda, mas não foi o que houve. Confesso que foi uma partida bem favorável a Natus Vincere, até o momento que o espírito de Yolo incorporou no carry Na’Vi.Ditya-Ra e seu Gyrocopter e o mesmo resolveu que seria uma boa idéia comprar uma Divine Rapier, já que estava tudo sob controle e ele estava com o Aegis. De fato seria uma excelente ideia se ele não tivesse sido atingido por um Nether Swap nível 3 do suporte VG-R.DDC e sua Vengeful Spirit e tivesse ido parar no meio das duas torres do trono da VG-R e no meio de todos os players deles também. Ditya-Ra se apavorou e usou seu Satanic antes da morte com Aegis, e quando renasceu, só tinha sua BKB com poucos segundos e não tinha mais nenhum sustain, o que ocasionou sua segunda morte, perda da divine rapier e consequentemente o jogo e o torneio. -> Parecer: Dendi é mesmo um excelente player, mas assim como Miracle- , ele não consegue carregar seu time sozinho. Ditya-Ra se mostrou muito inconstante durante o torneio, recebendo heróis que não são sua especialidade (vários erros de Nature Prophet). A ingenuidade e o não banimento de um perigoso Gyrocopter na grandfinal foi um dos pontos que ocasionaram o fracasso de uma equipe que vem tentando se reestruturar desde a quase extinção do time.

Vici Gaming Reborn(China): O grande campeão da competição não fez grandes ou empolgantes jogos em sua trajetória, mas cumpriu seu dever na grandfinal, que era vencer 3 das 5 partidas contra a equipe da Natus Vincere. Nota-se uma grande mudança na equipe após a vitória contra a LGD (2×1 para VG-R). Assim como o nome da equipe, eles literalmente renasceram na grandfinal e faturaram o caneco de campeões.

Bom pessoal, espero que tenham gostado da forma que abordei este torneio e o cenário competitivo. Em breve espero poder trazer mais alguma atualização relevante dos times e suas preparações para as futuras competições. Até lá!